Porque Sintra é imperdível?

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Quando em Lisboa, um esticadinha em Sintra é obrigatória. Classificada como patrimônio nacional pela UNESCO, a vila fica a apenas 30 km de Lisboa e é um lugar lindo que lembra o cenário de conto dos irmãos Grimm com seus majestosos palácios e jardins que já abrigaram a realeza portuguesa.

Como chegar em Sintra?
Super fácil, um único trem (quer dizer, comboio) saindo do centro – estação do Rossio – te leva em 40 minutos até Sintra, por €4.30 (ida e volta). Ou Seja, não tem desculpa para não ir. Chegando lá, até a estação já te enche os olhos com mais dos azulejos lindos.maraviwonderful_sintra_22

O que visitamos em Sintra?
Basicamente Sintra tem um centrinho, cheio de lojinhas charmosas e restaurantes, e os caminhos para chegar nas grandes atrações são muito bem sinalizados. Você pode fazer tudo com um busão, tuk tuk, alugar uma bike ou pagar por uma visita guiada. Para salvar o bolso e queimar os docinhos portugueses, fizemos tudo a pé e por conta.

Quinta da Regaleira
Místico! A área, gigantesca e maravilhosa, é cheia de jardins, estátuas, fontes, túneis, grutas e tem até o Poço Iniciático, meio vibe Harry Potter, além de gatinhos, muitos gatinhos. A entrada custa €6 e acompanha um mapa fundamental pro passeio – que pode durar um dia todinho, fácil.
É o mais tranquilo de chegar a pé da Vilamaraviwonderful_sintra_05maraviwonderful_sintra_10

Palácio da Pena
Tanto o Palácio da Pena quanto o Castelo dos Mouros, ficam em pontos (bem) mais altos. Começamos o caminho a pé, mas depois de sermos desencorajadas por vários passantes, aceitamos a derrota e pegamos um tuk tuk para terminar a subida com mais curvas que a estrada de Santos. É possível ir a pé sim, mas exige algum preparo físico (que não precisa ser o da Ronda Roussey) e tempo (a descida a pé levou cerca de uma hora). Vale economizar as pernas, que são muito bem utilizadas em Sintra. Gostamos da emoção do tuk, mas pra quem for fazer o passeio todo em um só dia, vale o bilhete do turístico hop-on/hop-off, que por 5 euros te leva pra todas as atrações. A entrada para o Palácio custa €11.50 e a do Castelo €6.50, mas se você comprar as duas juntas, o pacote sai por €14.50. Há mais combos disponíveis, dá pra fazer a simulação aqui.

Entrando no Parque da Pena, mais subida; pernas pra que te quero, ou onibinhos de €3.50 até a entrada do Palácio em si. Difícil mesmo é decidir pra onde olhar, entre a vista incrível lá de cima, os jardins do entorno e a arquitetura do palácio.

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Castelo do Mouros
O Castelo fica a uma curta caminhada do Palácio da Pena, mas não se engane: tem muito pra andar lá dentro. A vista dá uma bambeada nas pernas dos que temem altura, mas o medo logo da lugar ao encanto. De lá se vê a vila de Sintra toda, o Palácio da Pena e até o oceano atlântico; é vista pra mais de metro.maraviwonderful_sintra_008

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Abstrai a vertigem e aproveita.

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Pastelaria Piriquita
Sim, colocamos a casa de doces como uma atração, como não podia deixar de ser. Impossível ir a Sintra e não provar o famoso Travesseiro de Sintra, com sua massa folhada bem crocante e recheio de creme de ovos (beijo, regime). As queijadas são igualmente famosas, mas estas deixamos pra provar na tradicional Queijadas da Sapa (insere risinho imaturo).

Outros
Mesmo com dois dias de visita, acabamos deixando uma porção de coisas pra trás, por fazer tudo a pé e com calma pra não perder um detalhe. Quem tiver tempo, dinheiro e disposição, Sintra ainda tem Palácio de Monserrate, o Palácio de Seteais, o Palácio da Vila, e o Convento dos Capuchos

Vale dizer que o tempo lá é mais instável que o de São Paulo, então não custa levar um guarda-chuva e pegar um abrigo (como já diria tua avó), sem esquecer do têninhos mais confortável que tiver.

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As maravi girls maravilhadas com Sintra. ❤
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Lisboa: destino criativo

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O banquete visual de Lisboa não para nas vistas fenomenais, e o prato cheio não se limita aos que, como nós, sofrem da maldição de constante busca de referências visuais. Os clássicos azulejos fazem por merecer a fama (e não à toa têm um museu só deles)azulejos_2

Arabescos e motivos tradicionais mesclam-se com traços modernos, desdobrando-se em embalagens, fachadas e peças gráficas em geral carregadas da identidade local sem tom caricato.

Tipografia
Dos neons aos letterings pintados à mão, as tipografias na cidade se juntam aos azulejos para dar uma cara mais única e especial à cidade. Um charme boêmio que só Lisboa tem.

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a famosa, deliciosa e charmosa Ginginha ❤
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azulejos, lettering e o característico azul
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Neon vintage é ❤

 

Embalagens
As embalagens lisboetas são um show à parte. Sabonetes, azeites, pasta de dentes, licores e as sempre presentes sardinhas, são referências que brilham aos olhos. Nunca tivemos tanta vontade de comprar sabonetes e sardinhas… Das mais vintages que são mantidas até hoje até o minimalismo moderno, os portugueses mostram que sabem fazer embalagens criativas.

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Sardinhapalooza
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bons drinks e bons rótulos
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as icônicas pastas couto

Street Art
Entre um azulejo e outro, nos deparamos com grafites fodas (com direito a surpresa de encontrar Bicicleta Sem Freio ao lado da estação Cais do Sodré). O que torna Lisboa um museu à céu aberto.

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Curitibanos do Bicicleta Sem Freio marcando presença em Lisboa

Em meio a embalagens, azulejos, arquitetura e street art, inspiração não falta na cidade.

Pros que procuram um pouco mais, dois museus gratuitos merecem a visita: MUDE – Museu do Design e da Moda (Rua Augusta, 24) e o CCB – Centro Cultural de Belém (Praça do Império).

Miradouros em Lisboa

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Além dos comes e bebes em conta, a capital portuguesa ainda oferece de graça vistas de tirar o fôlego – literalmente, pois as subidas até os miradouros vão te deixar de língua de fora. Não perca a fé ao ser ultrapassado por uma velhinha de bengala fazendo a mesma subida que você de bouas e tá liberado fazer a dancinha do Rocky ao chegar no topo.rocky.gif

Conhecida como a “cidade das sete colinas” Lisboa oferece várias opções de lugares para apreciar vistas e pores-do-sol incríveis. Não caia na roubada do Elevador da Santa Justa, há muita (e melhores) alternativas que não te custam nada e te poupam da fila.

Miradouro da Senhora do Monte

A escadaria mais punk te leva ao ponto do bairro da Graça, mas calma que a vista recompensa. Depois de se recompor, você tem uma vista panorâmica da cidade; do Castelo de São Jorge, passando pelo Tejo, Mouraria, Convento do Carmo, Ponte 25 de Abril, até o Parque Florestal de Monsanto e vale da Avenida Almirante Reis. Fica em frente à capela que dá nome ao miradouro.

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Esse cara sabe apreciar um fim de tarde…

Miradouro de Santa Catarina

O miradouro mais boêmio, sempre cheio. Artistas locais com seu violão descolam uns trocados e dão trilha ao pôr-do-sol, skatistas dão seus pulos, famílias se reúnem e nós não dispensamos um chopinho para admirar a vista magnífica do Tejo ao cair da tarde. Você pode sentar na esplanada do Adamastor ou no Noobai, um barzinho à direita com um terraço charmoso e sempre lotado.

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a atração principal: here comes the sun

Miradouro de São Pedro de Alcântara

Por ali só passamos à noite, mas a vista do Castelo de São Jorge iluminada vale a visita. Você pode sentar em um dos quiosques pra tomar um café enquanto curte a música ao vivo e vê a vida passar. Fica entre o Bairro Alto e o Chiado.

Alternativa ao Castelo de São Jorge

Se o dinheiro estiver curto (sempre), não precisa pagar para entrar no Castelo de São Jorge pra apreciar a vista por ali. Andando pelas redondezas do castelo encontramos um cantinho pra admirar a cidade e seus telhadinhos, mesmo com o tempo nublado. Por ali, há também o Chapitô, onde se pode comer e beber na varanda com a vista de sobremesa. maraviwonderful_miradouros_lisboa_11

 Cais do Sodré

Não é exatamente um miradouro, mas como o tema é a vista, indicamos também toda a extensão do Cais do Sodré, à margem do Tejo. Foi ali que presenciamos nosso primeiro pôr-do-sol lisboeta e de pronto nos encantamos.maraviwonderful_miradouros_lisboa_10

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Esse dia foi foda

 

 

 

Camis e Belbis: Lisboa

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Sem economizar nos encantos, Lisboa também nos ganhou pelo estômago (e deu uma canseira no fígado). Epicuro e Dionísio fariam a festa por ali.

Pastéis de Belém Rua de Belém nº 84 a 92
Os doces parisienses podem ser lindos, mas os portugueses são imbatíveis e valem o ligeiro aumento no colesterol. A receita mais cobiçada que o Anel de Sauron é a mesma desde 1837 e seu segredo só é conhecido por 6 pessoas. Pense máfia italiana – com menos sangue e mais ovos. Pode esquecer tudo o que você sabe sobre pastel de nata: nada se equipara ao verdadeiro Pastel de Belém ainda quentinho, com uma leve polvilhada de açúcar e canela. Casquinha crocante? Sim. Recheio cremoso? Muito. Nem se engane pedindo um só que você vai querer mais. Prova disso são os mais de 20 mil pastéizinhos vendidos por dia (sim, são mais de 7 milhões de pastéis por ano).
Fun fact: Nosso apego pelo docinho foi tanto que um dia encaramos uma caminhada de 2 horas até Belém só pra comer essa oitava maravilha (pelo menos algumas calorias foram gastas)

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Uma rodada só pra começar…

Garrafeira Alfaia  Rua do Diário de Notícias, 125
Também conhecido como Bar do Pedrão, o anfitrião, o cara. Uma visita ali mais parece um pulinho na casa de um amigo. Pedrão está sempre presente e recebe todos com a mesma atenção, seja você um global ou uma mochileira desempregada (é nói). A paixão dele é o vinho, porém devido à nossa por cerveja e o fato de a Alfaia ser uma primeiras (e poucas) produtoras de cerveja artesanal de Lisboa, fomos nela. Pra acompanhar, croquete de carne maraviwonderful e o famoso queijo Serra da Estrela. O banquete tá completo. De lambuja, ganhamos uma tacinha de vinho do Porto pra arrematar. Vale pela comida, pela bebida e pelo Pedrão.

 

100 Montaditos Praça Dom Luís I, 10
Pra realidade pão com ovo, sanduichinhos de 1 euro. A rede espanhola nos salvou nos momentos de pobreza com suas 100 opções de montaditos, sanduíches no tamanho ideal pra você poder pedir vários sem morrer de dúvida entre tantas opções; queijo de cabra com pesto, calamares com maionese, salmão defumado com cream cheese – além dos doces (de gosto meio duvidoso, cá entre nós). De lambuja, os lanches são acompanhados por uma porçãozinha de chips. Cerveja, vinho e tinto de verano complementavam a refeição com mais 1 ou 2 euros.

To.B Rua Capelo, 24
Pra dar um break nos frutos do mar, o To.B tem boas opções de hambúrguer com preço razoável. A taça de vinho é o mesmo preço que o refri, 2 euros. Quem escolhe o segundo?
Weird fact: Nos deparamos com os lisboetas comendo o hambúrguer com talher. Oi? Mantivemos nossas raízes e colocamos a mão na massa, ignorando os olhares de reprovação.

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Nem vem de garfo que hoje é dia de hambúrguer

Time Out Mercado da Ribeira  Avenida 24 de Julho 49
Tão especial que mereceu um post só dele aqui.

Não deixe de comer os clássicos portugueses: bacalhau com natas, bacalhau à Brás, sardinhas na brasa, e todo tipo de frutos do mar sempre bem feitos e fresquinhos, até nas portinhas mais reclusas (os tru do rolê). Os doces todos dispensam apresentação.

Se possível, evite:
Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau 
Ao passar pela Rua Augusta, não se deixe enganar pela sedutora foto do pastel de bacalhau com queijo Serra da Estrela derretendo: é cilada, Bino. Além de caro (3.50 pra Lisboa é caro sim), era massudo e vinha pouco queijo – que, inclusive, é melhor apreciado sozinho. É muita batata para pouco bacalhau. No geral, foi difícil encontrarmos um pastel de bacalhau tão gostoso quanto os brasileiros. Na terra mãe, os bolinhos levam mais batata que peixe.

A Padaria Portuguesa
Caímos lá com a ideia de que seria uma tradicional padaria portuguesa. Ledo engano, a rede tem mais lojas que Starbucks em Nova York. Eles tiveram o mérito de servir o pior cappuccino da história dos cafés, com cara de amostra de água do Tiete coberta com uma espuminha de detergente. Mas não pararam por ali. Pedimos um pão de deus, mas quem amassou foi o diabo. Não que o pão tivesse ruim, mas quem quer comer um pão com côco e leite condensado recheado de presunto? Continuamos sem entender e só de lembrar nos embrulha o estômago.

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Rua Cor-de-Rosa
Andando pelo Cais do Sodré, a rua é fácil de encontrar não só pela cor distinta, mas também pelo movimento. Prima distante da Augusta paulistana, partilha inclusive do mesmo passado decadente. Hoje revitalizada, virou ponto de encontro dos mudérrnos de Lisboa. Tem balada, tem lugar pra sentar e petiscar, tem aquela portinha com cerveja a 1 euro pra tomar em pé na calçada.

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Como não gostar de um lugar que tem Milo Manara no toldo?

Pensão Amor Rua Alecrim 19
Passeando pela Rua Cor-de-Rosa, caímos ali em busca de um negroni pra chamar de nosso e ficamos boquiabertas ao entrarmos: cortinas de veludo azul, clima de bordel e móveis da sala da vó. Nesse ex-puteiro, cada ambiente uma nova identidade; tinha até uma salinha de pole dancing com animal print nas paredes, outra com cartomante e também um sex shop. O drink, ainda que um pouco salgado, não deixou a desejar. A melhor surpresa da noite foi o show do Miss Manouche, que poderia bem ser trilha de um filme do Woody Allen.

 

A Tabacaria Rua de São Paulo 75/77
Ainda ali por perto, A Tabacaria nos chamou atenção pela fachada e nos puxou pelo Pessoa. Decidimos ousar e pedir um rum, que foi o preço de uma diária no hostel. Passado o choque (e aprendia a lição de sempre perguntar o preço antes), o copo esquentou numa noite fria de Lisboa.

Fábrica Coffee Roasters Rua das Portas de Santo Antão, 136
Não é só de álcool que a gente vive; antes do meio-dia, um café vai bem. Em Lisboa você encontra um bom espresso em qualquer biboquinha por meros 60 centavos (de euros. ou seja, mil reais). Na Fábrica o café é prato principal. Tem aromas, notas e intensidades pra todos os gostos. Lembramos um pouco dos cafés hipsters de Berlim (não que isso seja ruim. Quem não gosta de café bom e bem tirado?).

Não deixe de beber:
Ginjinha
, o licor de amarena (uma cereja mais ácida). Boa pros dias frios, boa pra dar uma energia extra antes de subir as ladeiras do bairro alto, boa em qualquer hora (Toninho Bourdain, em sua passagem por Lisboa, gostou além da conta). Você encontra fácinho, mas as mais tradicionais são: A Ginjinha (Largo de São Domingos, 8) e a Ginjinha Sem Rival (Rua das Portas de Santo Antão, 7).


Os vinhos de mercado: O que não falta em Portugal são boas vinículas. Dificilmente você vai errar ao entrar no supermercado e pegar uma garrafa, ainda que custe meros 3 euros. Em quase um mês de pesquisa empírica, elegemos os da região Douro como favoritos (menção honrosa para Porca de Murça que custava €2.99, enquanto no Brasil sai por R$ 70). O bom preço do vinho compensou a cerveja aguadinha e sem graça (porém também barata).

Achados em Lisboa: LX Factory

maraviwonderful_LX-Factory.jpgEnquanto Berlim nos surpreendeu com sua vibe anos 90, Lisboa teve o impacto contrário. Esperávamos uma cidade meio parada no tempo e encontramos um burburinho cultural e artístico inimaginável. maraviwonderful_LXfactory_lisboa_1

Exemplo disso é a LX Factory, rolezinho hipster (nada contra, até temos amigos) fora do roteiro turístico básico. Logo embaixo da ponte 25 de Abril, em Alcântara (facinho de chegar de trem), o antigo parque industrial transformou-se em ilha criativa em 2008, preservando a arquitetura original, com adição de grafites. Os 23.000 m² são ocupados por lojas, restaurantes, além dos tantos escritórios de moda, publicidade, arte, design, comunicação, arquitetura e teatro.

Aos domingos, além das atrações permanentes, há também uma feira nas vielas do parque industrial, com banquinhas de artistas e produtores locais. Até encontramos cerveja artesanal por preço justo (uma grata surpresa depois de tanta Sagres). A programação não para por aí; com frequência o espaço oferece exposições, festas, workshops e festivais.

Em um antigo parque de impressão funciona hoje a livraria Ler Devagar, onde dá pra perder boas horas entre os livros e máquinas, com pausa pra tomar um café (e, se der, provar uma das tortas) enquanto fuma um cigarro. Sim, ali dentro mesmo ❤

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Pode morar aqui?

Nos esbaldamos também nas comidas (calma, as degustações se deram em visitas diferentes): O hambúrguer do Burger Factory foi o que chegou mais próximo do hors concours Underdog. Nas sobremesas, fica difícil de escolher entre o impecável bolo de chocolate da Landeau e o cheescake da LXeesecake, servido em fatias pra lá de generosas (difícil é escolher um só sabor). Opções gastronômicas não faltam, esteja você na larica de sushi ou querendo uma boa massa italiana.

Entre uma boquinha e outra, não deixe de passar pelas tantas lojas. Queríamos comprar tudo da Bairro Arte pra decorar nossas casas imaginárias, nem olhamos as etiquetas de preço da Kare e paqueramos uma porção de roupas e zines.

Paris é uma festa (mas não fomos convidadas)

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Depois da ideia menos que ideal de fazer um pub crawl na véspera do embarque pra Paris, pegamos outro tenebroso vôo Ryanair com poucas horas de sono, um bocado de ressaca e uma toalha a menos (desculpa, Douglas Adams).mochileiros toalha maraviwonderful.gif

Mal pisamos em terras francesas e de pronto fomos recebidas por dois fardados com metralhadoras em riste – e ainda nem sabíamos que o percurso até o hostel era outra viagem (quase tão longa e ainda mais cansativa), com direito a metrô na hora do rush em plena sexta. Nunca usem o aeroporto de Beauvais, por favor.
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Descansadas e munidas de têninhos mais confortáveis, ligamos o modo turista. Arco do Triunfo, Champs-Élysées, ponte Alexandre III, Grand Palais e Petit Palais, praça Concorde, Saint Honoré, praça Vendôme, Opera, Galeria Lafayette, Torre Eiffel; de fato, a cidade luz ofusca.

Passado nosso estado de embasbacadas, veio o de não pertencimento. Paris, no fim, é como as lojas da Saint Honoré pra gente: linda, mas não é pro nosso bico. Encontramos refúgio na Shakespeare & Company, onde passamos umas boas horas tentando decidir quais dos tantos títulos caberiam nos bolsos vazios e mochilas abarrotadas.

Je suis poor
Foi essa nossa resposta pro pedinte, e não podia ser mais verdade. Mal acostumadas com os baixos preços de Portugal, tudo ali era fora do nosso alcance. Um mero macaron na Ladurée custava mais que €6. Um, unzinho. Trocamos por um na Fauchon (que deve ser tão bom quanto, não somos sommeliers de macaron, afinal) por 2 e uns quebrados. Os doces parisienses são uma arte a parte, não teve uma vitrine em que não paramos – só pra cobiçar mesmo.

No bar do hostel, uma longneck custava €4. Quase paramos num café no Boulevard Saint-Michel pra tomar um espresso, fumar um cigarro e ver a vida passar na maior panca parisiense. Quase, porque o cafézinho (que custava 60 centavos em Portugal) não saía por menos de €5.

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Liberté, égalité, à emporter
Nessa desigualdade toda, só restou comer na rua. Abraça o frio, desvia do vento como pode, foge dos pombos, mas te vira. À emporter vai te poupar valiosos euros. No nosso primeiro almoço achamos uns sanduíches de €6 (uma pechincha ali pros lados da Saint Honoré), e, com frio e cansadas, aceitamos o convite do garçom para nos sentarmos. Acabamos desembolsando €10 cada (sem gorjeta). Pega teu lanchinho e saia de mansinho (com certeza vai ter uma praça bonita pra você sentar).

Pobreza pra viagem, pobreza na viagem: compramos 10 bilhetes de metrô pelo desconto. Mesmo o metrô cobrindo toda a cidade, fizemos a maioria dos trajetos a pé para economizar os tickets.

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Passatempo de pobre: caça-palavras no metrô. 

A fome como boa disciplina
Segundo Hemingway, “todos os quadros ficam mais vivos, mais claros e mais belos quando se está com a barriga vazia, roído de fome”, mas não sabemos onde ele conseguia dinheiro pros museus. No cara ou coroa com nossas poucas moedas, optamos pelo Museu d’Orsay. O Louvre fica pra próxima, quando tivermos mais tempo, dinheiro e disposição.

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Se no d’Orsay já passamos umas 5 horas, imagina na copa no Louvre.

Quer pagar quanto?
Sejamos justas, há opções grátis ou em conta por lá. Um passeio por Montmartre é delícia (e, pelamor, muito mais que o café da Amélie Poulain), passando por tantos cantos retratados por Van Gogh (como o Moulin de la Galette, que segue de pé) e terminando na Sacré-Coeur, com direito a uma vista incrível da cidade.

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Quem precisa de arranha-céus?

No quesito Camis & Belbis, é simples: pão e queijo em supermercado (e, se der, pega umas frutas do café da manhã do hostel), e simplesmente não beba nada além de água da torneira. Voilà! Exageros à parte, alguns restaurantes oferecem opções de entrada-prato principal-sobremesa por 10-12 euros que são possíveis (se o maître simpatizar com brasileiros, até uma tacinha de vinho te descola). Foi nossa chance de tomar sopa de cebola e comer um crème brûlée. De resto, até palitinho de misturar drink usamos como talher no hostel.

Paranoia will destroy ya
Depois dos ataques de novembro, o clima de medo é onipresente: segurança reforçada, com direito a armas e detector de metais em pontos turísticos, museus e lojas. O número de turistas caiu tanto que em nosso quarto para 10 pessoas só tínhamos nós duas e mais um perdido – mesmo com 33% de desconto pra todos os hóspedes. Torcemos sempre pra não morrer, mas ali nosso medo mesmo era dos preços, não de ataques.

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Fear and loathing in Paris

A princípio achamos que a temporada de 4 dias por lá seria curta, mas mais curto era nosso budget. Foi com certo alívio que partimos, mas fica a esperança de um dia voltarmos devidamente munidas pra elegância parisiense.

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Voltaremos para um Pinot Nooooir

 

 

Como ficar legalmente na Europa por 1 ano

mapa-ilustrado-schengenPassada a euforia de decidir passar um ano viajando pela Europa, tivemos que encarar a parte burocrática: como colocar isso na prática sem visto? Sabíamos que nós, meras portadoras do passaporte brasileiro, não precisávamos de visto de turista pra adentrar o velho continente, porém com limite de 90 dias de permanência. Foi aí que descobrimos Sch-Sch-Schengen.

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Não confunda Schengen com Shangela. And start your engines.

Afinal, que raios é Schengen?
Resumidamente, é um acordo de livre circulação entre 26 países europeus (em verde no mapa, versus os poucos laranjinhas). São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia, Suíça. (é, quase todo mundo).

Tempo de permanência:
Na nossa inocência, achávamos que passados os 90 dias dentro de Schengen poderíamos sair rapidão por uns dias, voltar e começar a contar tudo do zero, mas obviamente não é bem assim. A permanência máxima é de 90 dias dentro de um período de 180. Ou seja, se você passou 3 meses por lá, tem que passar 3 com os pézinhos pra fora de lá. A contagem não é feita por dias corridos e sim acumulados. Se você for organizado, pode passar um pouquinho aqui, um pouquinho ali sem perder as conta do teu saldo de dias disponíveis. Como esse não é nosso caso (não sabemos mais nem em que dia da semana estamos), decidimos fazer o intensivão Schengen de uma vez só – tipo tirar um band-aid, só que bom.

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Doctor entende nosso desespero.

Cabô Schengen, e agora?
Depois de pipocar pela Alemanha, Portugal, França, Bélgica e Holanda, chegou o momento que postergamos tanto: decidir pra onde ir. Foram muitos brainstormings – alguns com ajuda de terceiros – e a conclusão era sempre a mesma: fodeu.

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Jean Ralphio é a gente, Ron Swanson é a Europa.

Cogitamos ir para Tailândia, Indonésia ou Filipinas pelo baixo custo de vida, mas o preço das passagens e falta de emprego inviabilizaram o rolê todo.
Pensamos na Croácia; é lindo, ouvimos boas coisas da hospitalidade croata, porém: inverno e idioma (com o dinheiro indo Atlântico abaixo, algum empreguinho se faz necessário).
Adoraríamos visitar os Balcãs, mas 3 meses por lá parecia muita coisa.

O que mais nos restava?
Pra quem não reparou na lista ali de cima, Reino Unido e República da Irlanda não fazem parte do acordo. Na Irlanda, a permanência máxima sem visto também é de 90 dias. No Reino Unido, 180 (a não ser que voce esteja vindo direto da Irlanda. Nesse caso, cai pra 90. Vai entender).
Após cogitarmos brevemente rumar para Galway (era muita exaustão e um pouco de desespero), Londres foi o destino premiado. Ok, não faz muito sentido do ponto de vista financeiro, mas temos nossa lógica peculiar/inexistente. A vontade de conhecer a terrinha dos Fab 4 sempre existiu, nosso medo eram as libras. Se conseguirmos ganha-las, quem sabe?

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Partiu London, with a little help from our friends.

God save the Queen nóis.

 

The Hostel Experience – Lost Inn Lisboa

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Dá saudades só de lembrar. Fomos parar no Lost Inn Lisbon (Beco dos Apóstolos, 6) graças à promoção de €1 por noite, com um pouco de medo do que iríamos encontrar (O Albergue passando em nossas cabeças em looping), mas a economia nos fez arriscar – ainda bem.

Depois da saída conturbada de Berlim e ainda com os corações partidos por deixarmos a Alemanha, fomos acolhidas nessa casa fora de casa. O staff prestativo e atencioso sem ser chato ou forçado; os quartos espaçosos com camas confortáveis; o café da manhã delícia; a sangria acompanhada por chorizo todas as noites (exceto aos domingos, quando a jarra alcoólica dava vez ao caldo verde, também preparado ali). Mais que mimos gratuitos, esses últimos criavam o cenário ideal pra conhecer e trocar dicas e experiências com os outros hóspedes. Na maré de sorte que pegamos, o grupo hospedado na mesma época que a gente não poderia ter sido melhor. Sentados em torno da mesa enquanto Rúben preparava a aguardada sangria (acompanhada das suas famosas piadas), formamos uma família heterogênea de todos os cantos do mundo. Não raro, a sangria era seguida por um pulo no mercado pra comprar a menos que ideal garrafa de Don Simon (e mais algumas cervejas na geladeira do hostel mesmo).

Quartos: espaçosos, bem iluminados, camas confortáveis, com luz, tomada e prateleiras individuais. Nada de cortininha nas camas, mas nem fizeram falta.

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Gavetão maraviwonderful: abria com a chave/cartão individual e cabia o closet da Mariah Carey.

Banheiros: Separados por sexo, sempre limpos e com os melhores chuveiros até agora.

Área comum: Aconchegante como a sala de casa, parada necessária para descansar as pernas das tantas subidas de Lisboa. Livros, jogos e videogame também disponíveis pra entreter nos momentos de pausa turística. A cozinha era bem equipada e sempre limpa e organizada.

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Pros inspirados, tem até karaokê.

Café da manhã: O melhor até agora. Disponível a partir das 7 pros dispostos e ia até as 11 pros que se recuperavam da sangria da noite anterior. Pão caseiro fresquinho (fazendo jus à fama dos padeiros dali), manteiga, boas geléias, nutella, sucrilhos, frios, café (de verdade, nada de instantâneo), chá, sucos, leite, salada (ainda não entendemos essa mania europeia de comer pepino logo cedo) e frutas.

Localização: Ao lado do Cais do Sodré (ponto chave em Lisboa), a alguns passos do Time Out Lisboa (lugar que acolheu nossos cora… pancinhas) e da Rua Rosa e seus tantos barzinhos. A uma subidinha (não tão inha) do Bairro Alto, maior buchicho noturno da cidade.

Não à toa, Portugal tem fama de ter os melhores hostels da Europa. Pra gente, o Lost Inn é o melhor dos melhores. Tudo tem cara de novinho e a atenção e preocupação com cada detalhe se faz notar – além da iluminação, ótima em todos os cômodos.

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Teve até jantar meio família, meio excursão de escola pros expats largados pelo mundo.

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Os italianos que têm a fama (e nossas expectativas para os verdadeiros gelatos são altas), mas isso obviamente não nos impediu de nos esbaldarmos nas sorveterias lisboetas. Como pesquisa de campo, fizemos questão de provar todos mais de uma vez (de nada), e esses foram os 3 que gelaram a boca e aqueceram o coração.

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Escuta a Michelle e vem com a gente

Santini: Logo no Mercado da Ribeira já nos deparamos com ele não resistimos ao mini-cone, que vem no tamanho ideal pro pós-banquete ogro no mercado e custa só €1.60. Em outras visitas não tão mini, provamos também outros sabores. Destaque pro de pão-de-ló e o de canela.

Além do stand no Mercado da Ribeira, há uma loja na Rua do Carmo, 9 (próximo aos Armazéns do Chiado) e também em Belém, mas por lá vale mais gastar a cota de doces nos famosos pastéis.

Davvero: A placa em neon com logo bonitinho chamou nosso olhar de longe. O charme da sorveteria não parava na estética. Dentre as tantas opções – indo de manjericão a baobá – o desafio da escolha aumentava com a rotatividade deles: em cada visita nossa, novos sabores apareciam. O sorvete de pinoli conquistou nossos corações, e o de zabaione não ficou muito atrás, não. Ainda há a opção de finalizar seu pedido com um scoop de natas batidas (sem acréscimo no preço, só no colesterol). Fica na Praça São Paulo 1, pertinho da estação Cais do Sodré.

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Amorino: Paramos ali pelas pétalas de sorvete, sem saber que essa é das mais recomendadas sorveterias em Paris. Como de praxe, passamos um bom tempo provando os sabores e, pra nosso alívio, não precisamos nos limitar a apenas 2 (mesmo na casquinha pequena). O de chocolate amargo e o de caramelo salgado dá saudades só de pensar. Tem duas lojas, ambas no buchicho turístico: Rua Augusta 209Rua Garrett 49IMG_0817

Menção para Gelatos Mú, que nem conhecemos e consideramos pacas. Por problemas de logística, deixamos pra visitar no último dia na cidade, mas nossos planos foram por água abaixo com a chuva que insistia em cair. Mas fica em nossos corações como mais um motivo pra voltar à cidade.

Lisboa: Mercado da Ribeira – Time Out

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Depois de um último dia mágico regado a glühwein com rum na feira de natal, a saída de Berlim teve noite em claro, frio e uma leve perdidinha embaixo de chuva às 5 da manhã. O perrengue foi compensado assim que pisamos em Lisboa, recebidas por calor, o conforto de entender a língua e um pôr do sol incrível.

Logo na primeira volta por ali, achamos conforto em forma de camis & belbis no que virou um dos nossos porto-seguros: Time Out Mercado da Ribeira. Estrategicamente localizado em frente à estação Cais do Sodré, o mercado merece ao menos uma passadinha. O mercadão clássico com frutas, legumes e frutos do mar foi revitalizado em 2014 e virou uma praça de alimentação maraviwonderful, oferecendo o melhor da culinária portuguesa com curadoria da revista Time Out.

Apesar da vibe gurmê, as opções eram acessíveis até pra mochileiras que têm que contar as moedinhas antes de qualquer refeição (vale dizer que Portugal é bem mais barato que o resto da Europa).

Os destaques (ou: o que a gente teve tempo/dinheiro pra comer):

  • O croquete da Croqueteria com o slogan “Dos melhores, o melhor”, cumpre o que promete. O de queijo de cabra com cebola caramelizada era bem bom, mas vá no clássico de carne que não tem erro.

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    Casquinha crocante, recheio cremoso. Sim.
  • O hamburguer do Honorato que foi o que mais chegou perto do nosso inegualável Underdog.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_3Menção honrosa pra batata e o molhinho.
  • O chopp da Amber IPA da Super Bock (Selecção 1927). Um alívio depois da Sagres. E ainda custava €3.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_5
  • O guioza do Asian Lab que dá um belo acompanhamento pra cerveja mencionada acima. Pedimos o de carne e o de camarão.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_8
  • Na parte mais fancy do mercado, tinham as barraquinhas de chefs famosos. No Chicken All Around, do chef Miguel Laffan, o lamen com camarão custava €7, e era bem servido e bem delícia.
  • Portugal é o paraíso dos doces. Só ali no mercado já dá pra se esbaldar nas tortas (quer dizer, tartes) e bolos do Nós é Mais Bolos . O difícil, sempre, é escolher uma entre tantas opções.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_7
  • O sorvete do Santini (que você encontra em outros pontos da cidade também). Se nesse ponto da visita você já estiver explodindo, calma: tem o micro-mini-cone só pra dar aquela provadinha. maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_6

Fora isso, tem queijo Serra da Estrela, tem leitão, tem Ginjinha ♥, lagosta azul, tartare pra tudo que é gosto e uma lojinha com as embalagens mais lindas. Se você não achar nada que você goste lá, você não é maraviwonderful.

Aberto todos os dias (das 10h às 2h de quinta a sábado e das 10h à meia-noite de domingo a quarta), salva nos momentos de cansaço depois das incontáveis subidas da cidade. É, não foram poucas as nossas visitas.