Camis & Belbis – Dublin

Entre dúzias de pão com ovo e baldes de sopa congelada, nos permitimos algumas extravagâncias gastronômicas e etílicas (quase sempre dentro do nosso modesto budget)

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  • Frite Haus 87 Camden Street Lower, Dublin 2 // +353 87 050 5964
    Batatas fritas crocantes e sequinhas, com uma imensa variedade de molhinhos – provamos o de Cashel Blue Cheese e Wasabi Mayo, ambos aprovadíssimos –, porém o hambúrguer não se destaca. Com o Underdog como referência, fica difícil encontrar algo à altura.


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  • The Big Blue Bus 11-12 Richmond St S, Dublin 2 // +353 85 165 8406
    Aos fundos do The Bernard Shaw, há um jardim/fumódromo decorado com grafites nas paredes e o inesperado ônibus azul; The Big Blue Bus é um double decker de 1978 que funciona como pizzaria de quinta a domingo até a meia noite. A pizza, com massa fininha e boas opções de sabor, tem o preço um pouco mais salgado, mas o combinado vale a pena: pizza + cerveja artesanal (ou bloody mary/white russian) sai por €13.


  • Thai Jasmine Grab & Go 11 Lower Liffey Street, Dublin 1 // +353 1 835 769
    Talvez a melhor surpresa gastronômica de Dublin. A fachada do Thai Jasmine passa despercebida na região central da cidade e você pode até questionar a qualidade da comida num primeiro olhar, mas não deixe que isso te engane: ali dentro de espera uma caixinha deliciosamente temperada, bebidas a 1 euro e atendimento simpático. Gostamos tanto que repetimos a dose: Chicken Green Curry sai por €6.50, alivia qualquer congestão nasal e certamente ficará gravado nas papilas gustativas. Voltaríamos todo dia lá, se pudéssemos.


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  • Little Ass Burrito Bar 32A Dawson St, Dublin 2 // +353 1 679 969
    Não se engane pelo nome: de pequeno esse burrito não tem nada. Pra uma parada rápida no balcão ou levar pra viagem, ele mata qualquer fome. Cuidado com os molhos, apimentado é apimentado.

  • Murphy’s Ice Cream 27 Wicklow Street, Dublin 2 // +353 066 915 2644
    Há sorveterias aos montes pelas ruas de Dublin, mas a Murphy’s vai além. Os sorvetes são feitos apenas de produtos naturais, nada de corantes ou aromatizantes e o leite vem das raras vacas Kerry, nativas do país. Difícil é decidir entre tantos sabores.


  • Generator Hostel Smithfield Square, Dublin 7 // +353 1 901 0222
    Mesmo se você não tiver hospedado no Generator, vale uma visita ao bar pra provar esse hambúrguer.  Carne no ponto, pão macio e batatas perfeitas. Na nossa busca por um hambúrguer Underdog, esse foi o que chegou mais perto.


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  • Eathos 13 Baggot Street Upper, Dublin 4 // +353 1 629 8090
    Falemos de uma das nossas maiores paixões: café da manhã. Por economia, a maioria dos nossos era feito em casa ou no hostel.   

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    Ron Swanson se identifica

    Eathos é um capítulo à parte, no entanto. A vitrine já é uma covardia, com seus tantos doces, tortas e suspiros, provando que orgânico não é necessariamente saudável – o cupcake no potinho não nos deixa mentir. Podiamos falar do café 3fe, do pão de sourdough servido com geléia com pedacinhos de frutas, do croissant, ou das tantas opções de brunch, mas só de pensar já bate a fome.


     

  • The Happy Pear Church Road, Greystones, Co. Wicklow // +353 1 287 3655
    Técnicamente, fora de Dublin, mas uma viagem de menos de uma hora te leva à Greystones. O passeio por si só vale a pena, com a vista litorânea e se você tiver pique pra cruzar a montanha até Bray (deixemos essa aventura para outra hora), mas o Happy Pear é, sem dúvidas, um ponto de destaque. Outro orgânico (oi, Narcisa) com opções saudáveis que contrariam até os mais céticos (errr…). Os brownies são um capítulo a parte (saudável é diferente de light, né?) e obrigatórios. Logo ao lado do restaurante, há um mercadinho só com produtos dele, pra quem se deixar levar pela onda orgânica. Até mesmo em mercados de Dublin você cruza vez ou outra com potinhos com o feliz selo da Perorgânica.

 

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  • Garage Bar Essex Street East, Dublin 2 // +353 1 679 6543
    Mesmo estando em Temple Bar, o Garage foge do burburinho turístico e logo de cara nota-se a diferença: nada de clima e decoração dos clássicos pubs de cada esquina. Nas paredes e nas caixas de som, o que impera é rock clássico – de Stones a King Crimson; no balcão, Cute Hoor, Guinness, e Paulaner.


  • Blackbird Rathmines 82-84 Rathmines Rd Lower, Dublin 6 // +353 1 412 5031
    Por mais que gostemos das clássicas pints irlandesas, nos sentimos em um parque de diversões entre tantas opções de cervejas artesanais – tanto em tap quanto em garrafa. A decoração do ambiente é inusitada, no mínimo. Carteiras de escola antigas, sofás de veludo e outras peças únicas dão um ar de antiquário, complementando a trilha foda, de Bowie a Radiohead, passando por QOTSA no caminho.IMG_5331


  • The Bernard Shaw 11-12 Richmond St S, Dublin 2 //  +353 85 165 8406
    Por indicação de uma amiga local, fomos parar nesse pub com grafites divertidos na fachada. Logo ao entrar, nada fora do normal: balcão com torneiras como tantos outros pubs. Poucos passos à frente, porém, uma porta te leva ao jardim – igualmente decorado por grafite – que também funciona como fumódromo e estacionamento do já mencionado Blue Bus. Os fumódromos de Dublin dão um pau nos cantinhos austeros destinados à nós em SP, mas esse merece menção especial. Muito além de acolher os pobres viciados, o ambiente é a escolha da maioria pra comer sua pizza, virar uns pints e aproveitar a música local com mesas de sinuca e pebolim.


  • The Workman’s Club 10 Wellington Quay, Dublin 2 //  +353 1 670 6692
    Nosso espírito velho sempre prefere bares sem muito auê a qualquer outro ambiente, mas nada que algumas pints e empolgação repentina não mudem vez ou outra: deu vontade de dançar, e seguindo a recomendação de um amigo seguimos pro Workman’s. Num predinho à beira do Rio Liffey, o lugar lembra uma Trackers, só que mais organizada. Cada cômodo um ambiente, e, de novo, a maravilhosa área de fumantes populada por fumantes e famintos, que tinham 3 ou 4 opções de barraquinha de lanche pra dar conta do álcool. Não sei se foi azar do dia ou se estamos acostumadas com o ritmo paulistano, mas a pista em si deixou a desejar em animação, ainda que a música fosse boa. Bom, pelo menos a entrada era grátis.


IMG_5077 E o Temple Bar? Começa que descobrimos que Temple Bar é uma área toda no centro da cidade, onde tem uma infinidade de outros bares, e não só o famoso pub vermelho que estampa a maior parte dos postais. Mas tá, o bar em si: não achamos que vale a pena fazer a sardinha pra tentar pegar uma pint de Guinness por €7. Pra quem topar encarar a multidão de turistas e desembolsar uns euros a mais: Temple Bar Pub (47-48 Temple Bar // +353 1 672 5286). Pra quem for tão mão de vaca quanto a gente, o Mother Kelly’s (74 Talbot St, Dublin 1) oferece pints the Guinness e Lager por €3 às quartas depois das 8pm. Não espere o pub mais descolado da cidade, mas o serviço e a cerveja não deixam a desejar. Outra opção turística pra quem tem pique e euros sobrando, The Brazen Head (20 Lower Bridge St, Dublin 8 // +353 1 677 9549) é um dos mais antigos pubs da cidade. Enfim, são mais de mil pubs pela cidade, há opções pra todos os gostos e bolsos. Que sobre também fígado.

 

 

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Cliffs of Moher

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Por preguiça de passeios turísticos, sempre preferimos as caminhadas sem rumo pela cidade. Na recepção do hostel, panfletos apresentavam toda sorte de opções: de Segway Tour à Leprechaun Museum – que, fossem de graça, valeriam pela farofa. Deixando a pão-durice de lado, acatamos a dica de todos irlandeses que encontramos: Cliffs of Moher.

Mais difícil que desembolsar os  €45 foi acordar antes das 6:00 numa manhã fria para enfrentar 3 horas no ônibus (transfigurado sauna, graças ao aquecedor quebrado). Os poréns acabaram aí, no entanto. Chegando a Galway fomos recebidas pelo guia mais simpático e apaixonado pela região. O caminho contou com paradas e breves aulas de geografia e história do lugar.

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Poulnabrone Dolmen: Sobrevivente do período Neolítico, é mais antigo que o Stonehenge, por exemplo.

Castelos, vacas, muito verde e calcário passavam pela janela no dia mais azul que presenciamos no Irlanda – contrariando todas as previsões e recomendações e inutilizando as tantas camadas que vestimos pra escapar do frio e vento que nunca vieram.

Paradinha pra almoço no Gus O’Connors pub pediu dois pints de Smithwick’s, como não podia deixar de ser. A interminável fila no banheiro não deixou tempo de sobra pra provarmos o fudge da Doolin Chocolate Shop logo ao lado, no entanto.

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Pausa para a onipresente cervejinha

Enfim chegamos aos cliffs, que fazem valer uma porção de clichés. Palavras não dão conta de tanta beleza. Podem deixar economia e preguiça pra lá: o passeio vale do começo ao fim.

 Aqui, algumas das fotos – se é que conseguimos mostrar um pouquinho da beleza que vimos ao vivo.

Hostel Experience: Isaacs Hostel

Isaacs Hostel

Gentileza por lá encontramos, a começar pelo hostel. Duas novatas de albergue, escolhemos o Isaacs seguindo recomendação do Hostelworld. Boa localização, staff amigável e conforto na medida… até a chegada de uma excursão de adolescentes franceses, tomando conta das áreas comuns (principalmente cozinha, por horas a fio) com tamanha animação que nos sentimos duas anciãs rabugentas.

Passado o momento Mr. Heckles, por fim conseguimos deixar a introspecção de lado (com ajuda de algumas cervejas), o que nos rendeu risadas e boas dicas de viagem, numa salada cultural de Itália, Alemanha, Croácia, Inglaterra, EUA, Coréia do Sul, Argentina e Austrália.

Na hora do check-out, nem nos lembrávamos mais dos banhos com short bursts de água, da cozinha sempre lotada (onde nossa comida foi usurpada apenas uma vez) ou dos três lances de escada. Partimos já com saudades da playlist da recepção e das amizades relâmpago – que em nada perderam por serem efêmeras.

O plano? Um ano viajando pela Europa. Os meios? Ainda desconhecidos.

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Dez dias de hospedagem, alguns euros, seguro, passagem e passaporte. Essa foi a extensão dos preparativos pré-embarque, seguindo a temática da viagem menos programada que já fizemos. Com pouca vocação para mochileiras, embarcamos com 23kg de bagagem, e seja o que Ryanair quiser. Esquecemos, claro, de fazer chek-in online e acabamos esmagadas na fileira do meio, entre vizinhos que gargalhavam com Ted 2 e levavam a sério Eu Sou a Lenda. Não roncavam, pelo menos.

12 horas depois, fomos recepcionadas em Munique por cerveja matinal e o fumódromo mais confortável da história dos aeroportos, ambos essenciais pra escala de 6 horas. Mais por economia que autenticidade, optamos por um pretzel de €1 pra caber a cerveja de trigo de €4 no orçamento.

Já em Dublin, deixamos a vida de táxi de lado e arriscamos o ônibus de €6 do aeroporto ao centro. Escolha certa, descemos perto do hostel e ainda contamos com ajuda de estranhos com as malas excessivamente pesadas. Tal ajuda se fez necessária novamente chegando ao hostel: 3 andares de escada nos separavam do nosso quarto.

Devidamente acomodadas e banhadas, uma breve volta de reconhecimento de local terminou em nosso primeiro pint de Guinness por aqui, enquanto a seleção irlandesa ganhava da alemã, para deleite do público. Trouxemos sorte, disse o garçom. Esperamos que a Irlanda nos retribua a gentileza.