Lisboa: Mercado da Ribeira – Time Out

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Depois de um último dia mágico regado a glühwein com rum na feira de natal, a saída de Berlim teve noite em claro, frio e uma leve perdidinha embaixo de chuva às 5 da manhã. O perrengue foi compensado assim que pisamos em Lisboa, recebidas por calor, o conforto de entender a língua e um pôr do sol incrível.

Logo na primeira volta por ali, achamos conforto em forma de camis & belbis no que virou um dos nossos porto-seguros: Time Out Mercado da Ribeira. Estrategicamente localizado em frente à estação Cais do Sodré, o mercado merece ao menos uma passadinha. O mercadão clássico com frutas, legumes e frutos do mar foi revitalizado em 2014 e virou uma praça de alimentação maraviwonderful, oferecendo o melhor da culinária portuguesa com curadoria da revista Time Out.

Apesar da vibe gurmê, as opções eram acessíveis até pra mochileiras que têm que contar as moedinhas antes de qualquer refeição (vale dizer que Portugal é bem mais barato que o resto da Europa).

Os destaques (ou: o que a gente teve tempo/dinheiro pra comer):

  • O croquete da Croqueteria com o slogan “Dos melhores, o melhor”, cumpre o que promete. O de queijo de cabra com cebola caramelizada era bem bom, mas vá no clássico de carne que não tem erro.

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    Casquinha crocante, recheio cremoso. Sim.
  • O hamburguer do Honorato que foi o que mais chegou perto do nosso inegualável Underdog.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_3Menção honrosa pra batata e o molhinho.
  • O chopp da Amber IPA da Super Bock (Selecção 1927). Um alívio depois da Sagres. E ainda custava €3.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_5
  • O guioza do Asian Lab que dá um belo acompanhamento pra cerveja mencionada acima. Pedimos o de carne e o de camarão.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_8
  • Na parte mais fancy do mercado, tinham as barraquinhas de chefs famosos. No Chicken All Around, do chef Miguel Laffan, o lamen com camarão custava €7, e era bem servido e bem delícia.
  • Portugal é o paraíso dos doces. Só ali no mercado já dá pra se esbaldar nas tortas (quer dizer, tartes) e bolos do Nós é Mais Bolos . O difícil, sempre, é escolher uma entre tantas opções.maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_7
  • O sorvete do Santini (que você encontra em outros pontos da cidade também). Se nesse ponto da visita você já estiver explodindo, calma: tem o micro-mini-cone só pra dar aquela provadinha. maraviwonderful_lisboa_timeout_mercadodaribeira_6

Fora isso, tem queijo Serra da Estrela, tem leitão, tem Ginjinha ♥, lagosta azul, tartare pra tudo que é gosto e uma lojinha com as embalagens mais lindas. Se você não achar nada que você goste lá, você não é maraviwonderful.

Aberto todos os dias (das 10h às 2h de quinta a sábado e das 10h à meia-noite de domingo a quarta), salva nos momentos de cansaço depois das incontáveis subidas da cidade. É, não foram poucas as nossas visitas.

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Berlinda: um compacto

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Mesmo com os dias a mais, a estadia em Berlim não foi suficiente pro amor que agarramos na cidade. Pontos turísticos foram poucos, mas a cidade oferece tanto a ser vivido em cada parada do U-Bahn que fica difícil fazer um compensado.

Com tanta coisa incrível, não nos surpreende o tanto de gente que chegou lá pra passar uns diazinhos e nunca mais foram embora. A miscelânea étnica é parte integral de Berlim e, por conta disso, conhecemos mais gente de outros cantos do que alemães propriamente ditos. Ainda assim, aprendemos um pouquinho da cultura/vibe da cidade que é um parênteses da Alemanha.

  • Em vários sentidos, Berlim parou nos anos 90. Tem cybercafé (com logo em comic sans, claro), quase nenhum lugar aceita cartão, pouquíssimos lugares tem wifi, e são muitas as festas temáticas (e olha que mal ficamos um mês por lá).

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    The dream of the 90s is alive in Berlin.
  • Ainda na vibe 90s, tem a paixão por música eletrônica maior que a vida, ainda que eles dêem um toque atual pro estilo.
  • Fugimos do eletrônico e nos refugiamos nos tantos bares sujinhos. Eram tantas as opções que muitos nem conseguimos conhecer, tipo o SO36 (Oranienstraße 190 ♦ U8 Kottbusser Tor), que já foi frequentado por David Bowie e Iggy Pop. Mais um ponto positivo pra Berlim: todos os bares aceitam fumantes. Nada de congelar na rua pra matar o vício.
  • Uma cerveja às vezes vira uma dúzia. Nessas, perdemos o horário do U-Bahn e tivemos a estranha sensação de andar com segurança. Mesmo sozinhas. Mesmo às 2 da manhã. Passamos um frio do cão, mas medo nunca.
  • Por falar em frio, esse estereótipo dos alemães é balela. Eles não saem te abraçando logo de cara, claro, mas são abertos e simpáticos à sua maneira. Eles só não gostam mesmo é de conversa fiada e nem de meias-palavras. Não venha com papo de elevador e nem se ofenda: eles só são diretos, não rudes.
  • Talvez o lugar onde melhor se nota isso é o caixa de supermercado: nunca vimos algo tão ágil na vida. No máximo te perguntam alguma coisa no fim da compra (que até hoje não deciframos; o truque é sorrir e entregar o dinheiro).
  • Nossa paixão por mercados beira o limite do saudável, mas deixemos isso pra um post exclusivo. Por ora, basta dizer que os mercados alemães não abrem aos domingos. Claro que descobrimos isso num domingo todo chuva a ressaca.
  • Calma, calma, não priemos cânico! Tem sempre um Spätkauf pra emergência. Essas lojinhas de conveniência espalhadas por todo canto da cidade ficam abertas até mais tarde e têm bebidas, doces, cigarro e uma seleção limitada de comidas. Tem até aquele Ben & Jerry que você não encontrou no mercado.
  • O que não faltam nas prateleiras: queijos infinitos (com direito a bandejinha com 4 camemberts empanados por €2 e Cambozola, a mistura do Brasil com Egito versão láctea), MUITOS embutidos, mostardas e uma variedade de pães. Além das cervejas, claro. Um pack com 2 litros de Paulaner por €3 rendeu gargalhadas no meio da rua.
  • Pode tomar água da torneira sem medo, mas se precisar gastar numa garrafinha no meio da rua (bobagem, cerveja sai mais em conta), fica esperto: água com gás é hit por lá e, ao contrário do Brasil, vem nas embalagens de tampinha azul, enquanto a natural vem na vermelhinha.
  • No esquema de contar moedas, vale guardas as embalagens plásticas pra trocar por desconto nas compras de supermercado. E, pelamor, não jogue nada no lixo errado, reciclagem é coisa séria por lá.
  • Ciclistas não só são respeitados como mandam na cidade. A ciclofaixa não é vermelha, mas é suficientemente sinalizada pra você não panguar por lá. Tente não morrer de amores com as criancinhas e suas minibiciletas, ainda um pouco descoordenados.
  • Já mencionamos, mas repetimos: o número de cachorros per capita é enorme. Impossível andar um quarteirão ou uma estação de metrô sem cruzar com ao menos um. São todos uns lords e não se vê cocô nas ruas. E sim, você vai morrer de saudades do seu bichinho que ficou em casa.
  • Entre tantas opções, deixamos de lado vários dos mil museus da cidade. No unidunitê da economia, escolhemos o DDR Museum (Karl-Liebknecht-Str. 1 ♦ U2, U5, U8 Alexanderplatz, ao lado da Berliner Dom), que dá uma ideia do que era viver na cidade divida de forma interativa e bem montada.

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    You used to call me on my cellphone.
  • Com tanta informação visual, pode ser um pouco difícil não perder nada, mas fique sempre atento aos pôsteres espalhados pela cidade. Logo na chegada, descobrimos sem querer a abertura da exposição do Anton Corbijn no C/O Berlin (Hardenbergstraße 22 ♦ U2, U9 Zoologischer Garten), com direito a discurso do mesmo e pocket show do RY X. Assim, de graça pra quem quisesse aparecer.
  • Parques não faltam em Berlim, mas o tempo não ajudou nos nossos passeios (até porque tivemos nossa cota de parques em Dublin). Deu pra aproveitar um pouco do Mauerpark (U2 Eberswalder Straße), que é pequeno e lindinho, mas o destaque mesmo é pra feira de domingo, com mercado de pulgas e barraquinhas de comidas (mais glühwein, por favor), além do  famoso karaokê no meio do parque que, claro, bomba mais no verão. Como diz Evidências em alemão?

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    Até peladin é bunitin
  • Mais um dos encantos inusitados de Prenzlauer Berg, a árvore dos livros tem como mote “Se ama os livros, deixe-os partir”. Na base da confiança e coletividade, você pode deixar e retirar livros ali sem vigia.

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    “Some books seem like a key to unfamiliar rooms in one’s own castle” Kafka
  • A bagagem histórica da cidade é inegável. 26 anos após a queda do muro que por 28 dividiu a cidade, berlinenses compensam a segregação acolhendo a todos. Nesse momento em especial, placas dando boas vindas aos refugiados tomavam conta de fachadas.
  • A história pesa ainda mais ao chegar no Nazismo. O museu da Topografia do Terror (Niederkirchnerstraße 8 ♦ U2 Potsdamer Platz) faz jus ao nome. A visita é grátis, mas não recomendamos ir depois do almoço. Dá nó em qualquer estômago.
  • Ainda que não fiquem remoendo o passado, os alemães são lembrados diariamente desse período com plaquinhas de metal espelhadas pelas calçadas da cidade em pontos de onde pessoas (muitas vezes famílias inteiras) foram levadas para campos de concentração.maraviwonderful_berlin_7

Daria pra continuar a lista por mais um tempo, mas há tanto a ser dito e visto que só nos resta planejar a volta. Se nossa temporada em Berlim virasse série, o tagline certamente seria “Imagina no verão”, de longe o que mais falávamos todos.os.dias. Por enquanto vamos só imaginando os maravilhosos biergartens, mas a capital alemã que nos aguarde no meio do ano.


Come down, love. Berlin in the cold.

The hostel experience – St. Christopher’s Berlim

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Nosso encanto por Berlim foi tanto que passados os 24 dias no conforto do Airbnb decidimos estender a temporada por mais 4. Pré-seleção feita, saímos pela cidade pra avaliar as opções ao vivo; de cara, o St. Christopher’s Inn  (39-41 Rosa-Luxemburg-Strasse ♦ U2 Rosa-Luxemburg) nos conquistou com seu bar logo na recepção e o U-Bahn à um espirro de distância – quem disse que não temos prioridades? Nessa jornada, descobrimos também que a reserva pelo Hostelworld é sempre mais jogo que direto no balcão, nos poupando preciosos dinheiros.

Sobre o hostel em si:

Quartos: Dessa vez a pobreza apertou e fomos no misto, de 16 pessoas. Com cortininha, luz e tomada individuais, quase nem se notava o empuleiramento todo. Claro, sempre tem a pessoa com crise de tosse do seu lado, ou aquele que resolve fazer a mala às 3 da manhã, mas né? abstrai.

O gaveteiro, pra nossa surpresa, acomodou com folga nossas mochilas tamanho família. Não era o mais prático do mundo, mas praticidade não é exatamente um forte da mochila como um todo.

Banheiros: Femininos, masculinos e mistos, comuns pra todo o andar. Por conta dos nossos horários alternativos (pra não dizer preguiçosos), nunca enfrentamos filas. A limpeza era digna, apesar do banho ser um pouco claustrofóbico: pense Harry Potter no armário embaixo da escada.

Área comum: Lembra que a gente tinha gostado da ideia de ter um bar logo ali? Bom, logo vimos também suas desvantagens. Além de aumentar nosso consumo de cerveja (não que precise de muito, tá certo), em horário de pico faltava espaço pros hóspedes em meio aos tantos clientes do bar. A comida era ok e sai mais em conta pra quem está hospedado ali – mas só descobrimos isso depois, é claro.

Deixando o lado ranzinza de lado, o movimento é bom principalmente nos dias mais frios ou de preguiça. Além da comodidade, o contexto é ideal pra socializar e conhecer gente de tudo que é canto – sejam outros viajantes ou locais que param ali pra tomar umas. Outro ponto positivo era a seleção musical (e a gente é bem chata com isso).

Café da manhã: Não era nenhum buffet 5 estrelas, mas dava um pau no pão com geléia do Isaacs. Pães, frios, suco de laranja, chá, café, cereais e frutas (convenientes pra surrupiar pra um lanche mais tarde).

Wifi: Na cidade com pouquíssimos pontos de wifi, esse surpreendeu por funcionar tão bem e em toda parte, pro nosso alívio.

Staff: Solícitos quando solicitados. De resto, ninguém ali sabe ao certo quem é funcionário, quem é hóspede, quem passou só pra beber.

Localização: Literalmente em frente à estação Rosa-Luxemburg (U2), em Mitte e a menos de 10 minutos a pé até Alexanderplatz. Não por acaso, ficava a 5 do 8mm e do Dolores Burrito, dois favoritos que já mencionamos aqui. 

 

Camis e Belbis: Berlim

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Dolores Burrito Rosa-Luxemburg-Straße 7 ♦ U2, U5, U8 Alexanderplatz // Bayreuther Straße 36 ♦ U1, U2, U3 Wittenbergplatz
Burrito no estilo californiano, gigante, bem temperado e barato. Além de valer pelo sabor, é uma boa (e acessível) alternativa às opções turísticas e superfaturadas de Mitte. A quesadilla também vale a pedida.


 

Mustafas Gemüse Kebap Mehringdamm 32 ♦ U6, U7 Mehringdamm
Presença constante em todos os guias de comida de Berlim, o hype não desaponta. Longas filas (até alta madrugada), mas compensadas pelo serviço ágil e o sabor delícia.


 

The Dudes Deli Schlesische Straße 19 ♦ U1 Schlesischestraße
Adição à loja da Rosenthalerplatz (que falamos aqui), com produtos ilustrados pelo artista e sócio McBess, o The Dudes Deli surgiu para celebrar a boa vida, com comida, bebida e rock. Nosso favorito de Berlim até agora (summer is coming), o sanduíche de porco desfiado vale toda e qualquer visita e cai perfeitamente com a boa seleção de cervejas.


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The Bird Am Falkplatz 5 ♦ U2 Schönhauser Allee
Burger hypado, vive lotado e até reserva fizemos. É bom? Bastante. O pãozinho diferente dá um charme e a batata vem no ponto, mas ainda não é um Underdog. A visita vale ainda mais se, sem querer, você fizer amizade com o garçom no bar do hostel e ganhar um shot de whisky de quebra.


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Curry 36 Mehringdamm 32 ♦ U6, U7 Mehringdamm
Berlim tem mais currywurst por metro quadrado que Starbucks em Nova York; não tem desculpa pra passar pela cidade sem provar um. O mais famoso é o Curry 36, que fica a alguns passos do Kebap do Mustafa. Com um pouco de fé, dá pra provar os dois em uma visita só.


Markthalle Neun Eisenbahnstrasse 42–43 ♦ U1 Görlitzer Bhf
A feirinha culinária, com opções do mundo todo, que rola todas as quintas no mercado de Kreuzberg. Falamos com detalhes dela aqui, e na nossa opinião, é o melhor lugar pra se comer em Berlim.

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Monterey Bar Danziger Str. 61 ♦ U2 Eberswalder Straße
Mais de 80 rótulos de cerveja artesanal, além de uma boa seleção de whisky? Sim, por favor. A Flying Turtle é pedida certa. Com vibe de sala de casa e pouco hype, vale tomar algumas ali numa noite mais calma ou antes de seguir pra outro lugar (cerveja artesanal é sempre mais cara, afinal). De Black Sabbath a Queens of the Stone Age, a trilha também merece destaque, com rock sem modismos.


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8mm Schönhauser Allee 177 B ♦ U2 Schönhauser Allee
Nosso preferido. Um inferninho bem pequeno, com cerveja barata (principalmente a Berliner Berg ou Krombacher) e a melhor seleção musical; tem Frank Sinatra seguido por Slayer e trilhas de filmes clássicos e obscuros, tudo devidamente acompanhado por cenas exibidas no telão ao fundo, que vão de Poderoso Chefão a Johnny Vai a Guerra. Vale ligar o Shazam pra não deixar passar nenhuma música não identificada.


Clash Gneisenaustraße 2A ♦ U6, U7 Mehringdamm
Sujo, esfumaçado, escuro, cheio e barulhento. Como um bar punk deve ser. Com uma entrada escondidinha e pouco convidativa (Berlim e seus becos…) no meio de Kreuzberg, você tem que ir com objetivo certo. Peça um shot de mexicaner pra começar. Tem mesas de sinuca e é 4:20 friendly. Aproveita pra matar a larica no Mustafa, que fica ali pertinho.


Wohnzimmer Lettestraße 6 ‏♦ U2 Eberswalder Straße
Em tradução literal, Wohnzimmer significa “sala de casa”, nada define melhor a decoração do bar: uma sala de vovó Berlinense no melhor estilo Kistch. Os sofás neoclássicos de veludo são ideais pra esticada de fim de noite após uma caminhada etílica por Prenzlauer Berg.


Fairytale Am Friedrichshain 24 ♦ U2 Senefelderplatz
A expectativa para esse bar foi grande e o resultado desapontante. Cheio de segredos pra entrar, reserva, coelho branco, e os paranauês todos para acabarmos em um bar bem decorado com serviço rude e drinks caros. Nos sentimos no colégio tomando bronca da garçonete porque pegamos o cardápio antes da hora – sim era um cardápio diferente: um pop-up book com uma mini poção/drink de cortesia, mas esperar mais de 10 minutos pra sermos notadas no balcão é um pouco demais. Tanta firula nos deixou pouco à vontade. Saímos dessa frescurada e fomos para o NEU! tomar cerveja de caneca e ouvir Nick Cave em alto e bom som – sem precisar congelar na calçada pra fumar, cabe frisar.


NEU! Bar Greifswalder Str. 218 ♦ U2 Senefelderplatz
Dos mesmos donos do 8mm, o bar segue o irmão na música impecável e bebida com preço justo. O DJ é a estrela e faz por merecer o €1 de couver artístico. Como era de se esperar, vive cheio, mas com um pouco de sorte você consegue lugar em um dos sofás do fundo.

Winter Wonderland em Berlim

Natal não é a praia de todos. Nós mesmas nos dividimos entre empolgação e indiferença, mas qualquer que seja sua posição em relação a festa, é impossível não se encantar com as feirinhas de natal alemãs. Visitamos 5 (algumas mais de uma vez) desde o dia que elas começaram até nossa partida.

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A primeira e mais turística que visitamos, é a 25 de março das feirinhas de natal. Também pudera, diariamente são cerca de 300 mil pessoas passando pela Alexanderplatz, fora os 500 mil passageiros do U+S Bahn. Um pouco kitsch, mas nem por isso menos divertida. O combo de wurst fritando + carrossel dando suas voltas ao som de Frank Sinatra enquanto neve falsa cai é capaz de converter qualquer Grinch (que inevitavelmente vai cantarolar junto, sim). Pra variar, tivemos dificuldade em decidir entre tantas barraquinhas, mas quando o assunto é feira de natal, uma parada é certa: glühwein, o maravilhoso vinho quente com especiarias, que de quebra ainda dá aquela esquentadinha. Pra quem não tiver medo de cair, quebrar o pé e ter os dedos da mão amputados, tem também a pista de patinação do gelo. Não, não vimos nada disso acontecer, mas certeza que era só questão de pisarmos lá pra sermos alvo dessa desgraça toda.
Alexanderplatz (U-Bahn ou S-Bahn)


 

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A Higienópolis das feirinhas (público diferenciado, hmmm) fica em Mitte. Menos barracas, mais restaurantes fechados, com cobertinhas, aquecimento e renomados chefs alemães. Nas tradicionais barraquinhas dava pra encontrar brie com trufa, torrone de pistache italiano, entre outras delícias phynas. O vício no queijo nos fez escolher a raclette. Claro que tinha também currywurst e o amigo glühwein, sendo acessível pra todos os bolsos.
(U2 Hausvogteiplatz)


 

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Menos turística, a feirinha Scandinava de Prenzlauer Berg é mais frequentada por famílias hipster-orgânicas. A feira é dedicada à Santa Lucia, deusa nórdica da luz. Além das tradicionais barracas de currywurst e crepe, tem também absinto e tortas caseiras. Se a bebida não deu conta de esquentar, só sentar num dos aquecedores e vestir o casacão comunitário; uma invenção bizarra, mas necessária.
U2 Eberswalder Straße


 

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Solta a criança interior nesse parquinho com vibe anos 80 meio capenga maravilhoso. Pense mais parquinho de quermesse do interior e menos Disney. Todo brinquedo é pago, claro, mas a roda gigante vale o investimento, principalmente se você der a sorte de pegar o por do sol.
Alexanderplatz (U-Bahn ou S-Bahn)


 

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Essa é um capítulo a parte. No nosso último dia em Berlim, em meio de neve e -3º, viemos parar aqui depois de um passeio pela Bauhaus. Um pouco exaustas, um pouco tristes pela partida. Muito congeladas. Eis que veio a descoberta que mudaria tudo – até o tempo: dar um upgrade no glühwein com um tiquinho (não tão tiquinho) de rum. O céu abriu, anjos literalmente cantaram, tudo isso em frente ao palácio de Charlottenburg lindamente iluminado. Provamos todos as degustações oferecidas, tiramos mais fotos que turista japonês e rimos um bocado. O frio… que frio? Pelo cenário, pela vibe e pelo rum, essa foi de longe a feirinha mais mágica que visitamos. Ela merecia um post só dela, mas vamos nos limitar às fotos.

Nossos natais nunca mais serão os mesmos.
U7 Richard-Wagner-Platz

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Berlim para designers

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Como duas designers, pisamos em Berlim com altíssimas expectativas em relação ao design na cidade, até que… comic sans. A cada esquina, nas fachadas, cardápios, placas, o que quer que seja. Era tão presente que no fim rolou até um apeguinho à tão hostilizada fonte. Quase como uma cidade interiorana (nesse em alguns outros sentidos), a preocupação estética da maioria dos lugares é mínima – pra não dizer inexistente. E tudo bem.

Não se deixe enganar pela comic sans ou pelos mascotes com cara de Dollynho, no entanto: na cidade com tamanha inquietação política, social e cultural, há arte literalmente por todo canto: o grafite define a cidade. No tour alternativo (grátis!) que fizemos, entendemos um pouco mais da cultura por trás do street art onipresente – e ilegal; todas as noites, milhares de grafiteiros deixam sua marca nos muros da cidade, driblando os meros 15 policiais responsáveis por controlar o incontrolável.

A infinidade de coisas pra ver e fazer por ali e o mau tempo limitaram nossa exploração, mas o verão que nos aguarde. Ainda assim, deu pra ter uma boa prévia, ainda mais por Kreuzberg.

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Os muros deixam o recado: love art, hate cops.

Acima, um dos murais de ROA, respeitado artista Belga que, em geral, retrata a fauna local morta ou em decomposição. Usando apenas spray e paleta mínima de cores, a atenção aos detalhes em suas obras de larga escala é impecável.

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Vitor Ash, artista francês radicado na Dinamarca, é responsável pelo Cosmonauta, um dos mais icônicos grafites de Berlim. Apesar da aparência, a obra largamente replicada em pôsteres e camisetas não foi feita com estêncil, e sim com o bom e velho pincel, levando dias pra ser concluída. Estrategicamente posicionado, à noite o astronauta ‘segura’ o poste de luz que se acende do outro lado da avenida.

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O Abraço, do grupo de grafite espanhol Boa Mistura, representa a junção pacífica dos dois lados de Berlim e fica na parede do Hotel East Side, em frente ao East Side Gallery. Aqui um link do processo deste grafite no site deles, coisa marr linda.

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De repente você está andando por Friedrichshain e se depara com um bloco assim na Kreutziger Strße. Imagina morar num predinho com essa fachada?

Impossível falar de street art em Berlim sem mencionar a East Side Gallery (Mühlenstraße ♦ U1 Warschauer Straße), com seus 1.1 km ilustrados por 105 obras. Logo após a queda do muro, artistas de todo o mundo deixaram sua marca no que nascia como símbolo de liberdade.

Dimitri Vrubel é responsável pelo mais famoso do famoso: o beijo do líder soviético Leonid Brezhnev  e Erich Honecker, líder da RDA. Na legenda, “Meu Deus, Ajuda-me a Sobreviver a Este Amor Mortal”


Podem falar que revista tá morrendo o quanto quiserem, nossa paixão por elas está longe disso, assim como a do pessoal da Do You Read Me (Auguststraße 28 ♦ U8 Rosenthaler Platz). Como já falamos, tome um café delícia no The Barn e aproveite horas de puro deleite entre tantas páginas.

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I love the smell of prints in the morning.
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No céu tem print? E não morreu.

Mais impressos? Sim, sempre. A Neurotitan (Rosenthaler Str. 39  ♦ U8 Weinmeinter Straße) é abarrotada de zines, livros, pôsteres e trabalhos independentes em geral, além de ficar nos fundos do charmoso beco do Café Cinema.


Já se abasteceu de cultura e quer criar? O lugar pra encontrar tuas ferramentas é a Modulor (Prinzenstraße 85 ♦ U8 Moritzplatz). Prepare o coração e os euros, esse paraíso de três andares tem material pra qualquer tipo de artista, ou mesmo se você só curte scrapbooking. Aproveita que tá passando vontade e dá um pulinho na livraria deles também.


 

Conhecendo ou não o trabalho do Mcbess (mas devia), vale a visita ao The Dudes Factory. Na loja/galeria de Mitte (Torstraße 138 ♦ U8 Rosenthalerplatz) tem tudo que é produto ilustrado por ele: de roupa a isqueiro, passando por pôsteres (numerados e assinados) e pratos. Não sendo isso tudo suficiente, eles foram lá e abriram a The Dudes Deli em Kreuzberg (Schlesische Str. 19 ♦ U1 Schlesischestraße), que, além de tudo, tem sanduíches delícia e cervejas (inclusive a de produção própria), mas dessa parte falamos mais pra frente.

A Deli fica pertinho da East Side Gallery, vale estender o passeio por ali pra pagar pau pro trabalho alheio. Tiete que somos, ainda descolamos autógrafo do próprio Mcbess na festa de 5 anos da loja ¯\_(ツ)_/¯

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McLovin’it.

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Sejamos sinceras, postergamos um pouco essa visita por dó de gastar €7, mas não dava pra deixar de visitar o Bauhaus Archiv (Klingelhöferstraße 14 ♦ U1, U2, U3, U4 Nollendorfplatz). O famoso predinho com cara de fábrica foi projetado pelo próprio Walter Gropius, fundador da Bauhaus, já com o fim de reunir o patrimônio da escola após sua dispersão por conta do Nazismo.

A exposição é mais técnica que visual. Se você pouco sabe da Bauhaus e não quer desembolsar uns euros a mais pelo audio-guia, pode ser um pouco sem graça. Estão ali muitos trabalhos de alunos, mostrando um pouco do sistema de formação dos pupilos, além de peças dos professores – entre eles Kandinsky e Marcel Breuer. Ah, e não pode tirar foto de nada lá dentro.

Referência gráfica nessa cidade é o que não falta e agrada mesmo quem não é do rolê. Berlim é o filho adolescente rebelde da Alemanha; como não amar?

 

 

 

O paraíso da comida de rua

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Diferente de tantas outras capitais, Berlim não é exatamente a meca foodie – o que condiz com a postura geral da cidade em relação ao consumo, mas essa é outra história. Ainda assim, nos últimos anos, tanto oferta quanto procura por opções gastronômicas mais diversas vem aumentado em bom ritmo.

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mais ansiosas que J-Law

Por motivos investigativos e um tiquinho assim, quase nada, de gula, descobrimos a feira de comida de rua no Markthalle 9 (Eisenbahnstrasse 42–43 ♦ U1 Görlitzer Bhf).  O espaço, construído em 1891, funciona até hoje como mercadão durante o dia e às quintas, das 17 às 22h, alimenta berlinenses (são pouquíssimos os turistas aqui) em busca de barraquinhas que ofereçam mais que currywurst.  Bem mais mesmo: Käsespätzle de Allgäu, Ceviche do Peru, FuFu da Nigeria, tortas bretãs, dumplings de tapioca taliandeses, tacos mexicanos, empanadas argentinas, os famosos Koreans Buns, sem falar na infinidade de queijos, geléias, vinhos e embutidos de pequenos produtores.

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Korean buns: O pãozinho no vapor do famoso Bao Burguer, que é recheado com  barriga de porco desfiada, nozes, coentro e molho chinês hoisin. Delicioso, como indicavam as filas.
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Ainda sobrou espaço pro delicioso sanduíche caseiro do J. Kinski.
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O waffle em formato de peixe atrai a curiosidade de quem passa, mas por motivos de um estômago, fica pra próxima vez.
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E, como não podia faltar, uma pale ale artesanal.

Escolher uma entre tantas opções é uma pequena batalha interna, logo seguida pela procura de lugar pra sentar, mas o que é a vida senão uma grande gincana, não é mesmo?

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Berlim: se virando no U-Bahn

maraviwonderful_u-bahn-postDublin fizemos toda a pé, não dependendo nunca do transporte público. A mesma logística não se aplicou à Berlim, cidade 9 vezes maior que Paris, além de estarmos hospedadas fora do buchicho. Mesmo não sabendo pronunciar nem o nome da nossa estação, desvendar o U-Bahn foi mais fácil que andar de bicicleta (ainda mais naquele frio do capeta); além de todos os terminais de emissão de bilhetes trazerem o conforto do menu em inglês, a sinalização é toda bem auto-explicativa (ok, saber que Ausgang significa saída facilita, mas você não vai fazer o Tom Hanks em nenhuma estação sem esse conhecimento*). Além disso, logo descobrimos que além do bilhete mensal comum (€79.50), havia a opção mais em conta válida a partir das 10 da manhã (€58) – o que serviu de desculpa pra poder preguiçar um pouco mais nas manhãs. Há também os tickets semanais (€30) pra quem tiver estadia reduzida por lá e, quem tiver a sorte de pegar a cidade na primavera/verão, bicicleta é também ótima opção. Plana que só e com respeito invejável pelos ciclistas, Berlim é uma enorme ciclofaixa (aliás, não dê bobeira em cima dela; pedestres levam buzinadas e quase atropelamentos – não que isso tenha acontecido com a gente, imagina).

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você vai passar por aqui pelo menos uma vez por dia
    • Sempre validar seu ticket antes de embarcar.
    • O ticket unitário (€2.70) é válido por 2 horas, mas apenas em um sentido; não vale ir e voltar
    • Não há catracas em nenhuma estação. Vez ou outra um fiscal entra no vagão e pede os tickets. Em 28 dias que ficamos lá, isso aconteceu em 3 ocasiões. Mas não vai querer dar uma de espertinho. Além da multa ser salgada, pra quê quebrar a confiança que te deram, gente? Como esse vídeo bem ilustra, o transporte público aceita tudo; menos a falta de ticket.
    • Não exageramos ao dizer que tem de tudo no U-Bahn. Quarta-feira de manhã? Um picnic no meio do vagão, por que não? Ou, depois dos atentados de Paris, um spray de pimenta estoura e o vagão se desespera. IMG_6347
    • Cachorros. Muitos. O tempo todo. Bem comportados e você vai querer roubar todos
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gif da Olivia Huynh
  • Nas plataformas está sempre sinalizado enquanto tempo o trem passa. E ele é sempre pontual. Ficamos tão mal acostumadas que no fim achávamos ruim ter que esperar 4 minutos pelo próximo trem.
  • Não fica panguando na porta do vagão: tanto pra entrar quanto sair você tem que apertar o botão pra abri-la.
  • Quase tudo da cidade (menos aeroporto) fica concentrado das áreas A e B. Não vai gastar a mais no bilhete sem necessidade.
  • Em qualquer lugar você encontra mapa das linhas, mas esses aplicativos ajudam a calcular tua rota de ponto a ponto: Berlin Subway e Citymapper.

* Se por azar isso acontecer, você terá uma boa sobrevida: dentro das estações (especialmente Alexanderplatz), há de tudo. Farmácia, loja orgânica e todos os tipos de comida – deliciosas e baratas.

Einsteigen bitte!

Coffeeholics: Berlim

maraviwonderful_berlin_coffee_illustrationA gente não só gosta de café, a gente precisa de café. Em doses que só as Gilmore entenderiam.

Apesar da economia nos forçar a tomar nosso cafézim de todo dia em casa, vez ou outras esbanjamos com alguns que valeram a pena – e os euros. Quem quer variar do sempre presente Starbucks, vem com a gente!

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The Barn Auguststrasse 58 ♦ U8 Rosenthaler Platz // Schönhauser Allee 8 ♦ U2 Rosa-Luxemburg-Platz
Se Walter White investisse sua meticulosidade em café em vez de meth, ele teria aberto o The Barn. Na busca do café perfeito, há quatro tipos diferentes de infusão, grãos com tosta personalizada, moídos na hora, é claro. Pergunte ao barista a recomendação da semana e, por favor, não coloque açúcar no café – o equivalente a colocar ketchup num kobe beef. Fomos na unidade da Auguststrasse por ser estrategicamente localizada ao lado da melhor revistaria de Berlim (falaremos sobre em breve).


West Berlin Friedrichstraße 215 ♦ U6 Kochstraße
Ao contrário do The Barn, o West Berlin aceita computadores e crianças. Em uma cidade quase sem wi-fi, o lugar é perfeito pra quem precisa trabalhar, além de contar com uma incrível seleção de revistas e livros de artes, arquitetura e moda. Espresso delicioso na pausa da visita ao Checkpoint Charlie, ali do lado.


Suicide Sue Dunckerstraße 2 ♦ U2 Eberswalder Straße
Não se engane pelo nome, que mais parece uma soturna música do Nick Cave: o lugar é bem acolhedor, ideal para um brunch após um passeio pela tranquila Prenzlauer Berg. O desafio fica em escolher entre croissants, bolos, panquecas, cookies, pães e uma lista infinita de pastinhas que os acompanham tão bem.

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Se tiverem dicas pra acrescentar, avisa nóis que no verão estamos de volta pra mais cafés. E cerveja. Sempre.

Viramos mochileiras, e agora?

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Depois de sermos merecidamente zombadas pela bagagem exagerada, nos vimos obrigadas a trocar as malas por mochilas. Lá se foram mais euros do que queremos lembrar e pra trás ficaram os não-tão-essenciais (pra não dizer completamente desnecessários) itens; os 23kg viraram 15kg, com muito esforço e alguma dor no coração.

E começa a saga Ryanair, com seus preços ilusoriamente baixos. Imprimir o bilhete? Extra. Marcar assento? Extra (mas vamos combinar que ninguém morre de passar umas horinhas umas fileiras pra trás dozamigue). Oxigênio terapêutico (o que quer que isso seja)? Extra. E nossa bagagem, que passava longe dos limites de peso e tamanho, saiu o preço da passagem em si.

Mochilas a postos, lá fomos nós.mochila

Irlandeses sendo irlandeses: um taxista, vendo nossa situação no ponto, nos ofereceu a corrida até o aeroporto pelo preço do ônibus. Indo contra todo sermão dos nossos pais (desculpa, Moas), de pronto pulamos no carro e rapidinho estávamos na interminável fila do aeroporto, cercadas por crianças chorando e pessoas fazendo malabares com o excesso de peso da bagagem. Sobrevivemos ao vôo em meio aos assentos de plástico no mais horrível tom de amarelo – sem precisar do oxigênio terapêutico, ufa.

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limbo Dublin-Berlim

A missão: desvendar o sistema de transporte público de Berlim sem falar uma palavra de alemão, uma prévia do que seriam os próximos vinte e tantos dias em terras germânicas, valendo todos os macetes aprendidos em Imagem & Ação.

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