“Que raios vocês fizeram em Dublin?”

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Depois de “Por que Dublin?”, a pergunta que mais escutamos foi essa. De fato, 24 dias é tempo de sobra pra uma cidade do tamanho de Dublin. E olha que a ideia original era passarmos 3 meses por lá (missão abortada ao descobrirmos o quão difícil – e caro – era encontrar um cantinho pra chamar de nosso).

Mas voltando à pergunta, nossa estadia teve: pubs, pubs, pubs, muitas caminhadas sem rumo pelas ruas que teimavam em fazer curva e tirar nosso norte, e poucos pontos turísticos. Sejamos sinceras, a última parte se deve à nossa economia.

Recomendamos os parques todos, quantas vezes for possível. São sempre lindos e demos sorte de pegar a folhagem de outono, bem acompanhada de céu azul – em quase um mês por lá, tivemos só um dia de chuva.

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Não é assim que dá a fruta, não

Phoenix Park
O maior da cidade, cerca de duas vezes o tamanho do Central Park. Vale a pena alugar uma bike na entrada do parque (€5 por 1h, €10 por 3h) pra dar conta da imensidão toda. Se o tempo ajudar, dá pra fazer um picnic e de quebra levar umas maçãs pra alimentar os veados que por ali vivem* (não seja mirim como fomos, pique a maçã antes de dar pros bichinhos). Dentro do parque fica também o zoológico de Dublin, mas essa parte pulamos.  *Ops, acabamos de descobrir que é proibido alimentar os veados, inclusive indicam nem chegar perto dos bichos. Achamos meio balela, mas não custa ter cautela.


 

maraviwonderful_oscarwilde_merrionsquare.jpgMerrion Square:
Logo de cara, Oscar Wilde te recepciona com olhar de desdém, como não podia deixar de ser. O parque, ainda que pequeno, não deixa a desejar em beleza.


St. Stephen’s Greens Dublin 2 // +353 1 475 7816
É bonito, é no meio da cidade e pronto. Querendo ou não, você vai passar pro lá. Aproveita e entra. Vale até um picnic, se você não se sentir intimidade pelos pássaros. E são muitos. Muitos mesmo.


maraviwonderful_trinitycollege.jpgTrinity College College Green, Dublin 2 // +353 1 896 1000
Além da arquitetura dos prédios da faculdade, vale a visita de €10 à biblioteca (sim, aquela do Harry Potter), mas não vale pagar os euros a mais pra ver o Book of Celts. Pode guardar esses pra uma pint. Ali fica também a Science Gallery, bem pequena e, dependendo da exposição, underwhelming. Mas, né? De graça vale uma passadinha.

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Música, crianças, halloween e St. Stephen’s Green: um mix de emoções

Entre Trinity College e o St. Stephen’s Greens há sempre uma porção de artistas de ruas, com os mais diversos (e às vezes duvidosos) talentos. Aos sábados o volume de gente na região é um pouco irritante, mas não chega a ser uma 25 de março em época de natal.


Ainda pelas ruas, a O’Connel oferece mais algumas opções de lojas e performances e é marcada pela Spire – a agulha gigante que serve como referência de localização pros mais perdidos (ahem, como nós).


Vocês não foram na fábrica da Guinness?! Err… não. Nem lá, nem em outros pontos bem recomendados.

Fábrica da Guinness St. James’s Gate, Dublin 8 // +353 1 408 4800
No nossa matemática, mais valia beber Guinness no bar que acompanhar o processo de produção. O tour, no entanto, termina no bar da cervejaria, com vista da cidade toda e ainda te dá direito a uma pint. Se preferir, há também a opção de pular o tour e tomar uma direto lá em cima.


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não sabemos o porquê, mas essa ponte homenageia Samuel Beckett

Passeio literário: (tecnicamente, fomos duas vezes, mas em nenhuma deu córum por conta do tempo). Irlandeses são bastante orgulhosos da sua produção literária. Também pudera, com Oscar Wilde, James Joyce, Bram Stocker, Samuel Beckett, W. B. Yeats, Johnathan Swift, entre tantos outros. Em todo canto da cidade você certamente vai cruzar com alguma referência literária (como a Sweny’s Pharmacy, com aparição em Ulisses, que segue de pé e aberta ao público). Pros amantes de literatura, o tour é uma boa opção pra descobrir mais dessas.


Old Jameson Distillery Bow St, Smithfield Village, Dublin 7
Prefere whiskey à cerveja? Manda bala. É só o que sabemos, somos da cerveja e Jack Daniels.


Tem tempo e o dia tá bonito? Pega uma das Dublin Bikes e sai pedalando por aí. Ninguém vai tentar te atropelar nem te acusar de comunistinha, prometemos.


 

Pra passar o dia fora de Dublin: Cliffs of Moher, Galway (o lugar mais recomendado por todos os Irlandeses que cruzamos) e Greystone & Bray (se você não quiser se aventurar cruzando a montanha, come no Happy Pear que já vale a pena).


Se, como a gente, você calhar de estar em Dublin no fim de Outubro, não deixe de aproveitar o Halloween por lá. Descobrimos, inclusive, que foi lá que ele nasceu, até ser roubado pelos americanos. Coloca uma fantasia qualquer e se joga pelas ruas do Temple Bar. Opções não faltam.

 

 

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