Dublindeza: um compacto

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A suposta cidade cinza nos rendeu vários tons de azul.

Dublin foi gentil do começo ao fim: com direito a quase estranhos nos oferecendo quarto pra não virarmos sem teto, velhinhos nos dando bom dia no meio da rua e o dono do café que nos deu um muffin como pedido de desculpa por não aceitar cartão. Não sabemos dizer por que escolhemos começar por lá, mas não poderíamos ter sido melhor recepcionadas no velho continente. Irlandeses tem um quê de brasileiros, partilham da paixão por cerveja e comemorações em geral e são muito, muito receptivos.

Ainda assim, o plano de ficar três meses na terra dos leprechauns foi por água a baixo, e lá fomos nós mudar nosso quase-não-existente roteiro. Da mesma forma impulsiva que tudo começou, escolhemos o próximo destino: Berlim – que supostamente só visitaríamos em meados de 2016.

Alguns aprendizados da cidade:

  • Álcool só é vendido entre meio dia e 10 da noite. Não faça como a gente e deixe pra comprar o vinho do picnic de manhã.
  • Craic (pronunciado “crack”), palavra gaélica,  é das gírias mais usadas pelos irlandeses. É algo entre legal e divertido.
  • Por falar em gaélico, todas as placas vem primeiro nessa língua esquisitíssima (e que pouca gente de fato fala), e só depois em inglês.
  • Nem gaélico, nem inglês. O que mais se escuta nas ruas de Dublin é português.
  • Há cerca de mil pubs servindo a cidade de 527 mil habitantes.
  • Leopold Bloom, em Ulisses, propõe o desafio de cruzar a cidade sem esbarrar em um pub. Mais difícil, talvez, seja cumprir a tarefa sem passar por uma Carroll’s e seus souvenirs.
  • Entre o fim de sexta e a manhã de segunda, mais de 9.800 pints de Guinness são vendidos.
  • A fórmula da cerveja está prestes a mudar: não mais usarão bexiga de peixe (e sim, só descobrimos a existência desse ingrediente depois de irmos embora).
  • O dia mais triste do ano na Irlanda é a Sexta-Feira Santa: nenhum estabelecimento pode vender álcool.
  • O Halloween nasceu por lá, origina do festival celta da colheita.
  • Irlandeses famosos: Oscar Wilde, James Joyce, Bram Stoker, Samuel Beckett, Jonathan Swift, George Bernard Shaw, C. S. Lewis, Collin Farrell, Daniel Day-Lewis, Bob Geldolf, Chris O’Dowd, Sinéad O’Connor, Francis Bacon. Ah é, e tem o Bono.
  • Irlandeses usam muito verde. Muito.
  • Há muitas teorias por trás das portas coloridas de Dublin. Escolhemos acreditar na que diz que tudo começou quando um bêbado se confundiu com as portas iguais e terminou na casa errada. A partir disso, as mulheres passaram a pintar suas portas de cores distintas pra guiar os beberrões.

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