Como ficar legalmente na Europa por 1 ano

mapa-ilustrado-schengenPassada a euforia de decidir passar um ano viajando pela Europa, tivemos que encarar a parte burocrática: como colocar isso na prática sem visto? Sabíamos que nós, meras portadoras do passaporte brasileiro, não precisávamos de visto de turista pra adentrar o velho continente, porém com limite de 90 dias de permanência. Foi aí que descobrimos Sch-Sch-Schengen.

shangelahalelloo
Não confunda Schengen com Shangela. And start your engines.

Afinal, que raios é Schengen?
Resumidamente, é um acordo de livre circulação entre 26 países europeus (em verde no mapa, versus os poucos laranjinhas). São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovênia, Eslováquia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Checa, Suécia, Suíça. (é, quase todo mundo).

Tempo de permanência:
Na nossa inocência, achávamos que passados os 90 dias dentro de Schengen poderíamos sair rapidão por uns dias, voltar e começar a contar tudo do zero, mas obviamente não é bem assim. A permanência máxima é de 90 dias dentro de um período de 180. Ou seja, se você passou 3 meses por lá, tem que passar 3 com os pézinhos pra fora de lá. A contagem não é feita por dias corridos e sim acumulados. Se você for organizado, pode passar um pouquinho aqui, um pouquinho ali sem perder as conta do teu saldo de dias disponíveis. Como esse não é nosso caso (não sabemos mais nem em que dia da semana estamos), decidimos fazer o intensivão Schengen de uma vez só – tipo tirar um band-aid, só que bom.

doctor dont wanna go
Doctor entende nosso desespero.

Cabô Schengen, e agora?
Depois de pipocar pela Alemanha, Portugal, França, Bélgica e Holanda, chegou o momento que postergamos tanto: decidir pra onde ir. Foram muitos brainstormings – alguns com ajuda de terceiros – e a conclusão era sempre a mesma: fodeu.

jeanralphio
Jean Ralphio é a gente, Ron Swanson é a Europa.

Cogitamos ir para Tailândia, Indonésia ou Filipinas pelo baixo custo de vida, mas o preço das passagens e falta de emprego inviabilizaram o rolê todo.
Pensamos na Croácia; é lindo, ouvimos boas coisas da hospitalidade croata, porém: inverno e idioma (com o dinheiro indo Atlântico abaixo, algum empreguinho se faz necessário).
Adoraríamos visitar os Balcãs, mas 3 meses por lá parecia muita coisa.

O que mais nos restava?
Pra quem não reparou na lista ali de cima, Reino Unido e República da Irlanda não fazem parte do acordo. Na Irlanda, a permanência máxima sem visto também é de 90 dias. No Reino Unido, 180 (a não ser que voce esteja vindo direto da Irlanda. Nesse caso, cai pra 90. Vai entender).
Após cogitarmos brevemente rumar para Galway (era muita exaustão e um pouco de desespero), Londres foi o destino premiado. Ok, não faz muito sentido do ponto de vista financeiro, mas temos nossa lógica peculiar/inexistente. A vontade de conhecer a terrinha dos Fab 4 sempre existiu, nosso medo eram as libras. Se conseguirmos ganha-las, quem sabe?

friends london
Partiu London, with a little help from our friends.

God save the Queen nóis.

 

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